quarta-feira, 18 de novembro de 2009

FINAL DE SEMANA FODAAAA


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Vídeo Debate - 12/11

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Mais arte Ganja Groove

Dessa vez imitando Greensleeves Records

Ganja Groove inna São Carlos style

Bandeira de São Carlos


Ganja Groove inna São Carlos style

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cutrale VS MST - Mídia em foco

Anteriormente postei textos encontrados no site www.midiaindependente.org.
Agora vai a minha opinião sobre o caso.

O que mais ouvi esses dias foi: "não passam de um monte de bandidos".

Realmente acredito que numa grande parte (veja bem, não toda parte) das instituições, sindicatos e ONGs existam os patifes infiltrados se aproveitando, criando situações para enriquecer financeiramente, executando ações que iriam contra o princípio de qualquer um que tenha o mínimo de atenção para o que está acontecendo hoje no mundo.

Não sou um grande pesquisador do MST nem um grande pesquisador sobre as ações da Cutrale. Mas assim como “acreditamos” no que vemos no jornal, podemos acreditar nas informações de uma mídia independente.
Acho que a TV, e a Globo principalmente tem o poder muito grande de mostrar para a gente só um lado da notícia. O lado que nos leva a pensar exatamente o que eles querem...e... o que eles querem?
Mostrar aquilo que favoreça o lucro.
E quem tem o lucro? A Cutrale.

Fato: a Cutrale está instalada em terras da União que foram destinadas à colonização italiana no século XX, porém os fazendeiros de café sentiram-se ameaçados pela mudança na oferta de trabalho barato e impediram que a colonização acontecesse.
Os herdeiros da família Cutrale detêm cerca de 30% do mercado global de suco da fruta. Entre seus clientes estão companhias como Parmalat, Nestlé e Coca-Cola. A família seria uma das mais ricas do país, com fortuna acumulada equivalente a 5 bilhões de dólares

“Mas é terra é produtiva, e gera emprego”
Será que compensa comparando com o número que de pessoas que seriam beneficiadas por uma reforma agrária? Investimento nas atividades rurais diminui o percentual de desnutrição já que 852 milhões as pessoas subnutridas no planeta, e 75% delas vivem nas zonas rurais, com menos recursos.
Uma plantação de laranjas com certeza emprega menos gente e dá resultados financeiros (enormes lucros) para minoria. Além do que, vocês sabem como são as condições de quem trabalha nas plantações de laranja perdendo suas impressões digitais?

Qual a taxa de desemprego no Brasil? Em agosto a taxa estava em 14,6 segundo divulgou em Setembro o Dieese*
Isso representa 26 milhões de pessoas sem emprego no Brasil.
Não acredito que realmente as oportunidades existam como deveriam, e nem que os direitos garantidos na constituição estejam sendo respeitados.
Muitos ficam sem perspectiva, alguns passam a fazer o que chamamos de “marginalidade”, outros vivem praticamente como escravos, e outros procuram “movimentos sociais” dentro dos quais pelo menos têm uma causa pela qual brigar, e comida quase todo dia.

“Na região do Pontal do Paranapanema, tem muito latifundio, e muita disputa pela terra. Visitei um acampamento de sem terra lá, e conversei com a mãe de uma menininha de 3 anos, que tinha câncer, que não tinha água pra beber e tinha que enterrar o remédio da menina na terra, porque não tinha energia.
E nem são aquelas história sensacionalistas de tv, é real.
Agora, se é crime invadir propriedade privada, também é crime aquela menininha não ter água pra beber, enquanto uma unica familia detem zilhares de kilômetros de terra. É só visitar o assentamento Santa Helena, e ver que graças a reforma agrária, naquelas terras que antes deveriam ser improdutivas, hoje tem familias plantando, familias comendo, gente trabalhando.” Esse é o depoimento de Calinka, uma amiga que visitou os assentamentos citados.

Então as minhas questões não são para defender que haja investimento em violência.
As minhas questões são:
Quem são os bandidos?
O que é violência: derrubar pés de laranja, ou a miséria?
Porque a mídia sempre mostra apenas um lado?



*Pesquisa feita pelo Departamento de Intersindical de Estatística e Estudos que realizou a pesquisa com em parceria com a Fundação Seade.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

DUBVERSÃO EM SÃO CARLOS



10 de OUTUBRO

Tendo como referência a história dos Sistemas de Som Jamaicanos, principalmente das décadas de 1960/70, o Dubversão Sistema de Som desde 2002, tem como um de seus interesses, desmistificar a fgura do DJ a fim de revelar todos os elementos e atores que deram e, todavia dão vida e dinâmica a esta cultura popular que faz uso dos modernos instrumentos de reprodução sonora: toca discos, amplificadores e caixas acústicas: aparelhos comuns em todo lar, seja como uma vitrola ou um radinho de pilha.

Antes de ser um show e/ou um espetáculo, os Sistemas de Som são acervos de arquivos sonoros (músicas) disponibilizados em uma espécie de audição pública, mais propriamente através de uma festa.
É um evento sonoro e também uma experiência sonora.

Dubversão com o seu Sistema de Som original vem a São Carlos como atração que faz parte do 3º Festival Contato realizado pela UFSCar.
O aquecimento da noite fica por conta de Ganja Groove, grupo dedicado ao reggae que trabalha com o gênero na cidade há cerca de 4 anos.

Local: Galeria Bar - Episcopal, 1775

MST vs CUTRALE - o outro lado da moeda

Vejam bem, não estou aqui para defender ninguém.
Só acho que para termos opiniões bem formadas é importante que possamos receber informações de meios diferentes.
Os dois lados da moeda precisam ter suas idéias expostas.
Sabemos que a Globo não o faz, então uso esse post para trazer informações vindas de outras fontes sobre a questão da invasão do laranjal da Cutrale


textos retirados do site www.midiaindependente.org

As laranjas(da Cutrale) e o show

Por um texto de Gilmar Mauro

A grilagem de terras, por parte da família Cutrale (frequentadora das colunas sociais, as mesma que a familia Marinho frequenta), uma das mais ricas do mundo, é ignorada pelas TV e jornais do Brasil, assim como a falta de perspectivas de 450 familia pobres camponesas que ocupara aquelas terras.

É patético ver alguns senadores(as), deputados(as) e outros tantos "ilustres" se revezarem nos microfones em defesa das laranjas da Cutrale. Muitos destes, possivelmente, já foram beneficiados com os "sucos" da empresa para suas campanhas, ou estão de olho para obter "vitaminas" no próximo pleito.

Mas nenhum deles levantou uma folha para denunciar o grande grilo do complexo Monsões. As laranjas, e não poderia ser planta melhor, são a tentativa de justificar o grilo da Cutrale e de outras empresas daquela região. Passar por cima das laranjas é passar por cima do grilo e da corrupção que mantém esta situação há tanto tempo.

Não é a primeira vez que ocupamos este latifúndio. Eu mesmo ajudei a fazer a primeira ocupação na região, em 1995, para denunciar o grilo e pedir ao Estado providências na arrecadação das terras para a Reforma Agrária. Passados quase 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos, mas a maioria das terras continua sob o domínio de grandes grupos econômicos. E mais, a Cutrale instalou-se lá há 4 ou 5 anos, sabendo que as terras eram griladas e, portanto, com claro interesse na regularização das terras a seu favor. Para tanto, plantou laranjas! Aliás, parece ter plantado um laranjal em parte do Congresso Nacional e nos meios de comunicação. O que não é nenhuma novidade!

Durante a nossa marcha Campinas-São Paulo, realizada em agosto, um acidente provocou a morte da companheira Maria Cícera, uma senhora que estava acampada há 9 anos lutando para ter o seu pedaço de terra e morreu sem tê-lo. Esta senhora estava acampada na região do grilo, mas nenhum dos ilustres defensores das laranjas pediu a palavra para denunciar a situação. Nenhum dos ilustres fez críticas para denunciar a inoperância do Executivo ou Judiciário, em arrecadar as terras que são da União para resolver o problema da Dona Cícera e das centenas de famílias que lutam por um pedaço de terra naquela região, e das outras milhares de pessoas no país.
Poucos no Congresso Nacional levantam a voz para garantir que sejam aplicadas as leis da Constituição que falam da Função Social da Terra:

a) Produzir na terra;
b) Respeitar a legislação ambiental e
c) Respeitar a legislação trabalhista.

Não preciso delongas para dizer que a Constituição de 1988 não foi cumprida. E muitos falam de Estado Democrático de Direito! Para quem? Com certeza estes vêem o artigo que defende a propriedade a qualquer custo. Este Estado Democrático de Direito para alguns poucos é o Estado mantenedor da propriedade, da concentração de terras e riquezas, de repressão e criminalização para os movimentos sociais e para a maioria do povo.

Para aqueles que se sustentam na/da "pequena política", com microfones disponíveis em rede nacional, e acreditam que a história terminou, de fato, encontram nestes episódios a matéria prima para o gozo pessoal e, com isso, só explicitam a sua pobreza subjetiva. E para eles, é certo, a história terminou. Mas para a grande maioria, que acredita que a história continua, que o melhor da história sequer começou, fazem da sua luta cotidiana espaço de debate e construção de uma sociedade mais justa.

Acreditam ser possível dar função social à terra e a todos os recursos produzidos pela sociedade. Lutam para termos uma agricultura que produza alimentos saudáveis em benefício dos seres humanos sem devastação ambiental. Querem e, com certeza terão, um mundo que planeje, sob outros paradigmas que não os do lucro e da mercadoria, a utilização das terras e dos recursos naturais para que as futuras gerações possam, melhor do que hoje, viver em harmonia com o meio ambiente e sem os graves problemas socias.

A grande política exige grandes homens e mulheres, não os diminutos políticos - não no sentido do porte físico - da atualidade; a grande política exige grandes projetos e uma subjetividade rica - não no sentido material - que permita planejar o futuro plantando as sementes aqui e agora. Por mais otimista que sejamos, é pouco provável visualizar que "laranjas" possam fazer isso. Aliás, é nas crises, é nos conflitos que se diferencia homens de ratos, ou, laranjas de homens.
Gilmar Mauro é integrante da coordenação nacional do MST.



Cutrale usa terras griladas em São Paulo
6 de outubro de 2009
Por Viva o MST

Cerca de 250 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) permanecem acampadas desde a semana passada (28/09), na fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, região central do Estado de São Paulo. A área possui mais de 2,7 mil hectares, utilizadas ilegalmente pela Sucocítrico Cutrale para a monocultura de laranja - o que demonstra o aumento da concentração de terras no país, como apontou recentemente o censo agropecuário do IBGE.
A área da fazenda Capim faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e de posse legal da União. É nessa região que está localizada a fazenda da Cutrale, e onde estão localizadas cerca de 10 mil hectares de terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas, além de 15 mil hectares de terras improdutivas.
A ocupação tem como objetivo denunciar que a empresa está sediada em terras do governo federal, ou seja, são terras da União utilizadas de forma irregular pela produtora de sucos. Além disso, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já teria se manifestado em relação ao conhecimento de que as terras são realmente da União, de
acordo com representantes dos Sem Terra em Iaras.
Como forma de legitimar a grilagem, a Cutrale realizou irregularmente o plantio de laranja em terras da União. A produtividade da área não pode esconder que a Cutrale grilou terras públicas, que estão sendo utilizadas de forma ilegal, sendo que, neste caso, a laranja é o símbolo da irregularidade. A derrubada dos pés de laranja pretende questionar a
grilagem de terras públicas, uma prática comum feita por grandes empresas monocultoras em terras brasileiras como a Aracruz (ES), Stora Enzo (RS), entre outras.
O local já foi ocupado diversas vezes, no intuito de denunciar a ação ilegal de grilagem da Cutrale. Além da utilização indevida das terras, a empresa está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo pela formação de cartel no ramo da produção de sucos, prejudicando assim os pequenos produtores. A empresa também já foi autuada inúmeras vezes por causar impactos ao ecossistema, poluindo o meio ambiente ao despejar esgoto sem tratamento em diversos rios. No entanto, nenhuma atitude foi tomada em relação a esta questão.
Há um pedido de reintegração de posse, no entanto as famílias deverão permanecer na fazenda até que seja marcada uma reunião com o superintendente do Incra, assim exigindo que as terras griladas sejam destinadas para a Reforma Agrária. Com isso, cerca de 400 famílias acampadas seriam assentadas na região. Há hoje, em todo o estado de São
Paulo, 1,6 mil famílias acampadas lutando pela terra. No Brasil, são 90 mil famílias vivendo embaixo de lonas pretas.
Direção Estadual do MST-SP

MST ocupa fazendo grilada pela Cutrale
Por www.cacoffunesp.blogspot.com

A grande imprensa no último dia 05 de outubro alardeou a “invasão” de terra provocada por integrantes do MST. Em voos razantes a PM captou imagens de um trator cortanto pés de laranja. Como é de costume, a mídia apresenta os fatos sem uma necessária contextualização do problema com o intuito claro de colocar a opinião pública contra os movimentos sociais. Esses movimentos lutam pelo real desenvolvimento social do país frente ao grande crescimento econômico que aquece a conta corrente daqueles que estão no topo da escala social.

A região mostrada na imprensa, Aras, Agudos, Borebi, no centro-oeste do Estado de São Paulo, onde hoje a empresa Cutrale tem imensas plantações de laranja, tem sua história abafada pelos interesses dos grandes latifundiários brasileiros. Vamos a ela então.
No início do século XX o Governo Federal destinou naquela região mais de 50 mil hectares para a colonização italiana. No entanto, isso não foi possível pois os fazendeiros do café entendiam que essas terras para colonização italiana diminuiriam a oferta de trabalho barato nas plantações de café, e como é de costume, impediram que essas terras fossem destinadas para o fim proposto.

Com o passar do tempo esses 50 mil hectares foram sendo grilados por grandes empresas, principalmente madeireiras. Um pouco mais recente é a entrada da Cutrale nessa região através de terras griladas. Hoje a Cutrale mantém ali uma plantação de cerca de 4 mil hectares apenas de laranja. Só a título de exemplo, com esse número mais de 130 famílias poderiam estar assentadas e plantando alimentos necessários para a alimentação da população, já que não só de laranja vive o homem.

Essas terras da região centro-oeste são uma reinvidicação de mais de 15 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra para que ela seja destinada a reforma agrária e contribua para a melhora do quadro social do país. Segundo o INCRA, orgão governamental que regula a reforma agrária, a invasão da Cutrale é ilegal e as terras deveriam ser devolvidas ao governo federal.

Mais de 350 famílias ocupam essas terras como forma de pressão para que as terras do governo sejam destinadas à reforma agrária. Parece inconcebível que uma mega empresa, através de meios obscuros como é a grilagem, explore a terra apenas para lucro próprio sem ter pago nenhum centavo, enquanto milhares de famílias continuam na luta por um pedaço de terra agricultável.

Na região de Borebi alguns pés de laranja, entre os 4 mil hectares plantados, foram derrubados para que arroz, feijão, milho, batata pudessem ser plantados. Não nos esqueçamos nunca que a reforma agrária é imprescindível para a construção de um país realmente justo, democrático e menos desigual.

Enquanto o Brasil continuar com uma ditribuição fundiária quase feudal, os números midiáticos continuarão nos falando lindas mentiras e a realidade, duras verdades.

Lembrando de João Cabral de Melo Neto, pergunto: qual será a parte que cabe ao povo neste latifúndio chamado Brasil?